O meu bebé faz hoje 1 mês. Um mês! Por mim ainda estava na minha barriga. Adoro estar grávida. Adoro sentir o bebé a mexer-se dentro de mim. Adoro a atenção que nos dão quando estamos grávidas, a consideração e dedicação que todos têm perante uma grávida.
Os meus últimos dias de gravidez forma calmos, por indicação médica. Mas no último dia decidimos ir à festa do dia da criança, num local onde todas as atividades são gratuitas. Os meus filhos deliraram! Eu, ao contrário do ano passado, não andei com eles em nenhum carrossel nem os acompanhei em nenhuma atividade. Esse papel ficou para o pai. Eu limitei-me a sentar-me numa cadeira de esplanada numa das muitas barraquinhas de comes e bebes existentes no local. E deliciei-me com a minha barriga. Aproveitei o que sabia serem os últimos momentos, as últimas horas com a minha barriga... Ali sentada, enquanto esperava por eles, gravei aquela imagem na minha mente. A minha barriga e o meu bebé a mexer-se.
O dia terminou com um jantar com amigos numa das muitas festas que decorrem nesta altura do ano por estes lados, desta feita dedicada às favas. Mais uma vez não faltou uma cadeira para eu me sentar, em vez do banco de madeira normal nestes locais. E as saudades já a apertarem... Ou então eram apenas as hormonas a "falarem" por mim!
Recordo sempre as noites em que depois de os meninos irem dormir, eu e o meu marido nos sentávamos um pouco na sala a ver TV. É sempre nos nossos momentos de repouso que os bebés se mexem mais. E assim acontecia. Víamos a "nossa" série enquanto ele se mexia por todos os lados. Agora continuamos a ver a mesma série, mas normalmente com ele ao meu colo, a mamar.
No dia seguinte ao da festa, fiz questão de tirar algumas fotos com os meus filhos a darem um beijo à minha barriga. Ela há meses que dizia que o irmão já devia estar cá fora. Ele é um beijoqueiro. Por isso não foi difícil convencê-los. Tirámos umas quantas para memória futura. E levámo-los à escola. O meu marido super nervoso e tenso, como lhe é normal nestas situações mais delicadas. Eu bem disposta mas com muita pena daquela ser a última manhã de grávida... Para me alegrar só pensava que no dia seguinte àquela hora, se tudo corresse bem, já tinha os meu bebé nas mãos. Mas por mim podia ter demorado mais uns dias...
Depois de ficarem na escola eu ainda fui fazer a depilação (à esteticista, claro!). Tomei banho, ultimei alguns pormenores e fomos para o hospital, onde chegámos à hora combinada (12h00). Isto de partos com hora marcada nunca me agradou. Mas depois de 2 cesarianas, este também já estava pré-definido.
Já no meu quarto, só pensava que não queria que mo tirassem cá de dentro. Mas o tempo não pára. Corra até depressa demais. E quando dei por mim já estava a entrar na sala de operações, deitada na maca, com 2 enfermeiros muito simpáticos a conversarem comigo para me distrair. Ela tocava na minha barriga com as suas duas mãos, ria-se para mim, muito carinhosa e sentia o bebé a mexer. Só me apetecia chorar e congelar aquele momento e aquela sensação. Senti-o mexer até ao fim. Quase até mo tirarem de dentro. Mexeu-se sempre!
Mas de repente já estava cá fora. Muito sujo mas a chorar como se quer. Aí chorei de alegria pela emoção de finalmente o conhecer "ao vivo e a cores". Vertemos os 2 uma lágrima. Sim, porque desta vez, à terceira, ele também assistiu ao parto.
Ao contrário do que fizeram com o meu segundo filho, aqui não trouxeram logo o bebé para o meu peito, apesar de eu ter pedido várias vezes. O argumento foi o de que a sala de operações está a uma temperatura muito baixa e o bebé ficaria com muito frio. Foi a única coisa que me desagradou. De resto, tudo correu bem. Trouxeram-mo poucos minutos depois de ter nascido, mas com roupa. E aí ficou no meu peito até irmos para o quarto.
A recuperação foi a melhor de todas as vezes: consegui-me levantar com muito mais facilidade do que antes e mesmo já em casa as coisas correram bem melhor do que das outras vezes.
Ele já tem um mês e continua "calmo e sereno", mesmo no meio da confusão que por vezes é a nossa casa, onde já existem 2 crianças além dele. Confusão saudável, pois se não existir significa que algo está mal com algum dos nossos...
Os irmãos continuam deliciados com ele: só lhe querem pegar, fazer festinhas, dar beijinhos. Ciúmes nulos. Ela, então, quer ajudar-me em tudo: pô-lo a arrotar, dar-lhe colo para ele se calar, colocar-lhe a chupeta, etc. Hoje deu-lhe pela primeira vez biberão...
Um mês de uma vida que desejo longa e sempre com muita saúde, tal como aos irmãos. Isso é mesmo o mais importante. O resto arranja-se. E que sejam os 3 sempre os melhores amigos. Por toda a vida.

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