No meu local de trabalho vamos passar a trabalhar 40 horas por semana. Passamos das 35 para as 40. E vamos começar a efectuar registo de ponto. Temos mesmo de estar no posto de trabalho durante 40 horas, excluindo as horas de almoço. 8 horas por dia, 5 dias por semana. Se entrar 10 minutos mais tarde tenho de sair 10 minutos mais tarde para compensar. E como o registo de ponto se efectua no computador, temos de chegar ainda mais cedo para ligar a máquina e esperar que ela esteja a funcionar convenientemente. Ah! E temos de nos reger pelo relógio do computador, pois é esse que conta.
Confesso que quando tirei o meu curso, e os outros que se seguiram, o meu objectivo e projecto de vida não era trabalhar 40 horas por semana. Até podia trabalhar mais. Mas não era, definitivamente, ter este controlo rigoroso do tempo em que me encontro no local de trabalho. Como se o trabalho se medisse pelas horas em que estamos ao computador e não pelo resultado dessas horas.
Mas são assim as regras e se não queremos, há mais quem queira.
E perguntam vocês: "Mas, pelo menos, houve aumento dos salários!" Era bom, era! Nos meus sonhos! Faço e continuarei a fazer parte durante muito tempo da "Geração dos 1000 euros" de que a revista Visão falava há poucas semanas. Estágios atrás de estágios. Recibos verdes. Contratos a termo. 22 dias de férias?! Ainda não é em 2008 que vou saber o que isso é.
Mas "pronto". Tenho emprego e, por isso, já tenho de me dar por satisfeita.
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